sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tenda da Experimentação

A Tenda da experimentação em visita escolas, projeto coordenado pelo Profº Dr Noé de Oliveira e com a participação dos acadêmicos Lúcia Leite, e Sérgio Mateus, do curso de química da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul , unidade de Dourados!





















quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Raio X das profissões!!

Setor de química deve criar dois milhões de empregos no país nos próximos anos

Um estudo da Associação Brasileira da Indústria Química diz que os investimentos do setor no país podem chegar a US$ 177 bilhões até 2020. Com o avanço das tecnologias, figura do químico se torna indispensável no mercado de trabalho.

 Para as pessoas que se interessa, em estudar química e atuar na área, assita a reportagem na íntegra!, acessando o link abaixo ( Reportagem exibida e produzida por Globo News)

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/setor-de-quimica-deve-criar-dois-milhoes-de-empregos-no-pais-nos-proximos-anos/2135137/

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Links interessantes!

Confiram em Links interessantes!!

Uma série de programas que apresenta a utilização práticas de conceitos básicos de botânica, física, química e biologia, entre outras ciências, para resolver desafios propostos a um grupo de cientistas.
Em uma ilha totalmente isolada, sem dispor de recursos e tecnologia moderna, um grupo de cientista enfrenta desafios como produzir energia, remédios, rádio, câmara fotográfica, tinta, sabão, usando apenas elementos naturais extraídos da natureza e alguns utensílios simples
Super interessante! Visite os videos em links interessantes!
Rough science

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Por que ela nos faz chorar?

Cebola tradicional



Por que ela nos faz chorar?


            A cebola, condimento utilizado na culinária cujo nome científico  é Allium cepa, causa um efeito intrigante para aqueles que as corta,ardência aos olhos, e sempre  seguida por lagrimas, por isso que diz a cebola faz chorar. Mas qual a explicação para este fato?

            Quando cebolas são cortadas, as células que constituem a cebola são cortadas ( quebradas), essas células são constituídas de duas secções ( compartimentos), um desses compartimentos possui enzimas chamadas de alinases e um outro compartimento contendo sulfuretos. Estas enzimas elas tem a capacidade de decompor os sulfuretos, o resultado desta decomposição é a formação do ácido sulfénico,por sua vez o ácido sulfénico é instável e sofre decomposição, o resultado desta decomposição é um gás volátil, que recebe o nome de sin-propanetial-S-óxido. Este gás se  difunde (dispersa) pelo ar e reage com água.

            Por este motivo quando cortamos a cebola, ela está em uma distância de nosso rosto, esse gás liberado, entra em contato com nossos olhos que está lubrificado, o gás entrando em contato com a água presente em nossos olhos, reage formando uma solução muito fraca de ácido sulfúrico, com isso ocorre a irritação de nossos olhos, mais especificamente nas terminações nervosas e causa ardência, esta ardência estimula uma resposta de defesa em nosso organismo, as glândulas lacrimais produzem mais lagrimas para diluir, ou seja lavar e  amenizar a irritação.
            Fica a dica, se a pessoa não tolera a ardência nos olhos, uma dica é cortar a cebola em água corrente ou dentro de uma vasilha contendo água, ou até podendo deixar a cebola por no mínimo meia hora no congelador antes de corta-la, pois baixa temperatura inibe a difusão( dispersão) do gás.

Células de cebola, vista com auxílio de microscópio 

   









As fotos originais podem ser encontradas em:  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Curiosidade: Produzindo vidro

O vidro é algo tão comum em nosso dia-a-dia, mas você já questionou de onde e como se origina o vidro???
Descubra!!!


O vídeo aqui divulgado, não é de minha autoria, a criação os direito autorais pertecem a seus idealizadores!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Curiosidade: A Química presente no cheiro da Chuva!


prolabnet.com.br/noticia.php?k=127

             Quem nunca sentiu aquele cheiro de terra molhada quando começa a chover? E você já parou para pensar de onde e como se origina este cheiro? Você sabia que este cheiro está relacionado com a química?
            Na superfície da terra encontramos uma bactéria chamada Streptomyces coelicolor, que produz uma substância química chamada de Geosmina, essa substância é classificada como sendo substância orgânica, que é a responsável pelo cheiro de “terra molhada”.
            O odor característico (chamado Petrichor) é propício a aparecer ao decorrer dos primeiros pingos de chuva, principalmente quando existe um período de extensa estiagem, ou seja, um período considerável sem chover. Quando as primeiras gotículas de chuva se chocam com a camada do solo, e ocasionam uma perturbação considerável, esta perturbação faz com que partículas  e entre essas partículas se encontra colônias de Streptomyces, essas bactérias quando ela enfrenta uma época uma época de seca prolongada, ela tende a entrar em uma espécie de latência ( um estado de menor atividade, porem elas continuam vivas), com a umidade da chuva que caíra, origina vapor d`água no ar,que ocasiona o início das condições  para que essas bactérias passem a se multiplicar, e quando essas bactérias começam a se reproduzir, e para que este processo de reprodução ocorra, células reprodutoras que recebem o nome de esporos, milhares destas células são liberadas.
Essas células que origina o cheiro característico, e percebemos este cheiro porque inalamos os esporos que estão suspensos no ar. Porém não é motivo para alarde e nem preocupação, pois, o Streptomyces não causa dano a saúde humana, ao contrário, várias espécies desta bactéria são utilizadas como matéria-prima para a elaboração e produção de medicamentos como por exemplo os antibióticos.


Streptomyces coelicolor



Geosmina, responsável pelo cheiro de "terra molhada"
pt.wikipedia.org/wiki/Geosmina




domingo, 29 de julho de 2012

Notícia: Cientistas querem associar fabricação de bioplásticos à cadeia de produção do etanol




26/07/2012

Notícia publicada em 26/07/2012 no sítio Agência FAPESP (http://agencia.fapesp.br/15936).  Todas as informações nela contida,e direitos autorais são de responsabilidade do autor.

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Com a expressiva produção brasileira de etanol, torna-se cada vez mais importante desenvolver novas alternativas de utilização para os subprodutos e resíduos da cana-de-açúcar. Uma das possibilidades consiste em associar à cadeia produtiva do etanol a fabricação de polihidroxialcanoato (PHA), um plástico biodegradável que pode ser produzido por bactérias a partir do bagaço da planta.
Esse foi um dos temas discutidos nesta quarta-feira (25/07), primeiro dia do workshop “Produção Sustentável de Biopolímeros e Outros Produtos de Base Biológica” (Sustainable Production of Biopolymers and Other Biobased Products), realizado na sede da FAPESP. O objetivo do evento de dois dias é reunir a comunidade acadêmica e empresarial para discutir o desenvolvimento de produtos de base biológica no contexto do uso de recursos não renováveis pela sociedade.
O workshop faz parte das atividades do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e tem apoio do Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED), iniciativa intergovernamental de cooperação entre 19 países da América Latina, Espanha e Portugal e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).
De acordo com a organizadora do evento, Luiziana Ferreira da Silva, professora do ICB-USP, o Brasil acumula 20 anos de pesquisas sobre o PHA, com bons resultados e uma série de patentes. Uma tecnologia desenvolvida pelo ICB-USP, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela antiga Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) já foi transferida para uma empresa em São Paulo.
Segundo Silva, o PHA é um material sintetizado por certas bactérias a partir de material orgânico. Uma vez extraído das bactérias, gera um polímero que pode ser moldado da mesma forma que os plásticos de origem petroquímica, com a vantagem de ser biodegradável.
“Isso permite que se obtenha material com propriedades plásticas ou elastoméricas usando uma bactéria e um material renovável pela agricultura, como a cana-de-açúcar, a soja, ou resíduos. Por ser um plástico biodegradável feito a partir de matéria-prima renovável, o produto adquire interesse ambiental na totalidade de sua produção e aplicação”, disse Silva à Agência FAPESP.
Além de serem materiais biodegradáveis, os bioplásticos PHA podem também ser biocompatíveis, isto é, podem ser aplicados sem rejeição no organismo de pessoas e animais. “É uma alternativa interessante para os plásticos de origem petroquímica. Para ter uma ideia da gama de aplicações, basta olhar à nossa volta e contar o número de objetos de plástico que nos cerca”, disse Silva.
O PHA pode ser utilizado para fabricação de filmes plásticos biodegradáveis, por exemplo. “Um grande volume de absorventes e fraldas são revestidos por filmes plásticos. O descarte desses materiais é um problema ambiental grave. Se tivermos um polímero biodegradável que possa substituir o filme utilizado neles, estaremos contribuindo para manter a qualidade do meio ambiente”, explicou Silva.
Outro exemplo de aplicação é a fabricação de microcápsulas biocompatíveis contendo medicamentos, ou hormônios, ou a produção de implantes para liberação controlada de fármacos. “Os PHA podem ser usados também para fazer pinos ortopédicos que são degradados pelo nosso organismo e não precisam ser retirados depois da recuperação da lesão”, afirmou.
Embora o BIOEN tenha foco em biocombustíveis, os estudos sobre PHA e outros biopolímeros e produtos de base biológica se encaixam na vertente do programa voltada para “Biorrefinarias e Alcoolquímica”.
“O bagaço da cana-de açúcar pode ser usado para produzir energia a partir da combustão, ou para produzir o chamado etanol celulósico. Mas esse etanol não é produzido pela mesma levedura que produz o etanol de primeira geração”, disse Silva.
Quando o bagaço é “quebrado”, há uma mistura de açúcares. A levedura que usa a glicose para fazer etanol não usa a xilose. Ainda que o bagaço seja quebrado e inserido na fermentação, para que a levedura produza o etanol ela utilizará só a glicose, mas não a xilose.
“No BIOEN, vários pesquisadores estudam como fazer para que a levedura que produz etanol utilize também a xilose, aproveitando o bagaço. No entanto, outros produtos de base biológica podem ser produzidos a partir da xilose”, disse Silva.
Com a produção de PHA, os cientistas querem oferecer uma alternativa para o uso do bagaço. “Se ninguém conseguir que a levedura use a xilose para fazer etanol, teremos alternativas, como fazer bioplásticos. Nossa ideia é que seria possível implantar biorrefinarias, que seriam usinas de álcool associadas a pequenas empresas que produzam bioplástico, ou outro produto que use a xilose”, destacou.
Interação com empresas
De acordo com a professora do ICB-USP, da perspectiva da pesquisa científica, para chegar nesse estágio, será preciso continuar estudando, por exemplo, a modificação de bactérias para que elas produzam diferentes tipos de bioplásticos. Mas, além do ponto de vista estritamente científico, para que se chegue a um processo sustentável será preciso agregar profissionais de outras áreas e aprofundar a interação com o setor industrial.
"Um dos gargalos consiste em controlar a composição dos bioplásticos. Mas não podemos trabalhar apenas na bancada do laboratório, sem contato com o setor produtivo. Por isso trouxemos empresas para o workshop. Para que os processos sejam aplicáveis em larga escala, temos que interagir com elas e levantar problemas como a questão de biossegurança, das propriedades do plástico e da sustentabilidade”, disse Silva.
“Precisamos nos associar às empresas para entender quais são suas demandas e trabalhar em conjunto. Não é da nossa competência fazer análise econômica, ampliação de escala, análise do mercado, por exemplo”, disse.
Ao mesmo tempo que buscam ampliar a interação com as empresas, os cientistas procuram usar todas as ferramentas disponíveis para desenvolver bons microrganismos produtores de polímeros. Segundo Silva, os estudos incluem o silamento de novos microrganismos, a produção de novos mutantes, a realização de metagenômica, de engenharia metabólica e de engenharia sintética, por exemplo.
“Temos que testar tudo o que for possível para termos diferentes polímeros, com diferentes composições, resultando em diferentes propriedades, que possibilitam amplas aplicações. Estamos fazendo todos os esforços possíveis – científicos e industriais – para atingir um nível de polímeros biodegradáveis alternativos e sustentáveis”, afirmou.